My Father
2010"Quando nasci, meu pai tinha 45 anos e, à medida que eu crescia e ficava mais forte, via ele ficar mais velho e mais fraco. My Father é expressão de uma impressão muito pessoal da relação com meu pai.
O vídeo mostra um velho tentando colocar uma linha numa agulha: uma tarefa simples, mas não para um velho. No decorrer do vídeo, ele tenta e tenta realizar o ato, mas não consegue.
Optei deliberadamente por usar uma tela pequena ao filmar a tentativa de colocar a linha na agulha: o tamanho diminuto da agulha reforça a intensidade de uma ação que pareceria corriqueira e, portanto, insignificante. A sua repetição é guiada apenas pela vaidade da esperança.
A linha representa as lutas do dia-a-dia. Lutas que geralmente vemos como triviais, mas que são lutas importantes e de grande valor quando colocadas no contexto do tempo e da mortalidade. A agulha representa a deterioração gradual das habilidades humanas com a idade e a maneira como até mesmo as faculdades da esperança e da determinação se dissolvem no crepúsculo da vida."
Basir Mahmood em depoimento à PLATAFORMA:VB (outubro 2013)
My Father (2010) | Basir Mahmood
Vídeo | 2’10”, sem som, cor, 4 : 3, loop
Excerto da obra My Father (2010)
Depoimento Basir Mahmood | 18º Festival
Filho temporão, Basir relata a experiência de viver em dois tempos simultâneos: O seu próprio, de crescimento e juventude, e o dos pais, de envelhecimento e enfraquecimento
Os vídeos Manmade (2010) e Lunda Bazaar (Secondhand Clothing Market) (2010) foram desenvolvidos pelo artista na mesma época que My Father.


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