Cautivos + Pawqartampu + Soga de Muerto
2015Este trabalho parte de duas motivações. A primeira responde a experiências de crianças no imaginário místico e sagrado gerado por um ambiente familiar e social muito próximo, e que ajudou a encontrar uma atmosfera audiovisual que respondesse a algo mais que pesquisas antropológicas. A segunda é uma recuperação de sentido do espiritual mediante à observação e à vivência dos diferentes tipos de manifestações em diferentes lugares de América Latina. Esse impulso se deve à desmitificação das instituições religiosas e à perspectiva agnóstica que me rodeava nessa época, impulso que me levou a utilizar o audiovisual como uma maneira de me aproximar de experiências desse tipo, e as investigações sobre as manifestações religiosas e tradições servem como complemento do que, no fundo, representa a função de transfigurar a representação do sagrado.
Esta peça guarda certa relação com os princípios que abordo em outros trabalhos: a morte, a paisagem, o sagrado e suas derivas simbólicas, e a relação entre imagem e tempo, imagem e história, e imagem e verdade.
Felipe Esparza Pérez em depoimento a PLATAFORM:VB (Agosto 2017)
Cautivos, 2015 | Vídeo, 7' 56"
Felipe Esparza Pérez
Pawqartampu, 2015 | Vídeo, 8' 7"
Felipe Esparza Pérez
Soga de Muerto, 2014 | Vídeo, 6' 26"
Felipe Esparza Pérez
Desde pequeno me vi influenciado com a pintura do romantismo. Sobre estudos teóricos, fui influenciado pelo vitalismo, acompanhado pelo cognitivismo, o que me ajudou a entender melhor as possibilidades da imagem, e, posteriormente, pelo criticismo. Sobre a imagem em movimento, fui influenciado por diretores como Andrei Tarkovsky e Béla Tarr.




