política
democracia
arte militante
autoridade
participação
militância
autoria compartilhada
denúncia
Publicado em
25.09.2019
Última atualização
23.09.2025
adicionar ao meu mapa
Still do vídeo "CONTE ISSO ÀQUELES QUE DIZEM QUE FOMOS DERROTADOS"
Still do vídeo "CONTE ISSO ÀQUELES QUE DIZEM QUE FOMOS DERROTADOS"
Still do vídeo "CONTE ISSO ÀQUELES QUE DIZEM QUE FOMOS DERROTADOS"

Nossas relações com o Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas, o MLB, surgem organicamente a partir de 2013, por meio da militância e da colaboração constante e crescente por parte dos artistas que integram a equipe criativa e técnica desta obra. A tônica de tais relações reside na crença em suas pautas e ações, que têm não apenas a moradia digna e a reforma urbana como objetivos centrais de sua luta, mas também a revolução socialista e, consequentemente, a criação de um outro imaginário coletivo popular.

O filme Conte isso àqueles que dizem que fomos derrotados, exibido na 21ª Bienal, é fruto de um processo de organização e formação que tem em sua natureza a excelência instrumental das palavras. Porém, aqui tratamos de um outro momento desse processo, onde o acamadamento sonoro, fruto das ações corporais concretas, leva-nos, através do não visto, a uma maior compreensão, pela via sensorial, da coisa em questão: é a troca do sentido pelo sentir como caminho aos corações e mentes. Para tanto, debruçamo-nos por cerca de seis semanas sobre o arquivo do MLB a fim de melhor entender as potências estéticas latentes daquela amálgama heterogênea de imagens e sons. A partir de algumas regras impostas ao jogo do arquivo, pudemos identificar primeiro a limitação do material que comporia o filme para, então, moldá-lo como ideia e gesto.

Buscamos aqui encampar um conjunto de proposições a respeito da arte e da política, esculpindo tempo e espaço para falar sobre linguagem e ação, estética e tática. Expandimos a materialidade territorial por meio dos sons e imagens, de maneira que pudéssemos agenciar diferentes corpos-espectadores à circunscrição de uma prática política em um tempo específico dos processos das lutas populares. É um gesto de aproximação – e ruptura dessa aproximação – que entende a experiência estética como presença, para que seja sentida nas entranhas, provocando as potencialidades sensoriais do corpo para a reflexão e a tomada de consciência, produzindo subjetividades ao alargar o escopo do imaginário das ações políticas; porém, entendendo-se como “apenas” um filme e que, portanto, seu papel é o de instigar, promover e chamar para a luta: um conclame!

Dados técnicos

2018 | Vídeo, 20’40’’

Ações VB
Outras conexões