Jornais + Pau-bonito

2017
Cristiano Lenhardt
publicado em 12.09.2017
última atualização 12.09.2017

Jornais começou com um jornal que pintei de preto, depois outro jornal eu passei fita de alumínio, depois outro jornal eu pintei com branco e preto junto se misturando na hora e foi aí que percebi que poderia deixar partes de cor sem pintar e pintar todo o resto de branco. Assim fui desenhando com o apagamento e construindo outras coisas, outras formas surgiram e...


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Jornais começou com um jornal que pintei de preto, depois outro jornal eu passei fita de alumínio, depois outro jornal eu pintei com branco e preto junto se misturando na hora e foi aí que percebi que poderia deixar partes de cor sem pintar e pintar todo o resto de branco. Assim fui desenhando com o apagamento e construindo outras coisas, outras formas surgiram e outros significados, bem menos impositivos que o conteúdo original, bem mais longe da ideia de verdade e por isso talvez mais próximo. A tinta que uso é a mesma que se usa para pintar parede, o branco. 

 

Pau-Bonito carrega em sua origem uma ideia de nomadismo, de trânsito, de casa que não se impõe como monumento, e sim como sinalização de presença, abrigo e ritualística. Essa obra teve início em resposta a um espaço específico e a uma situação vivenciada e contemplada em outro momento, e depois pensei em como adaptar esse mesmo desenho ao espaço do Sesc Pompéia e a uma outra situação. Para o Videobrasil Pau-Bonito se encaixa entre o piso e as tesouras do armazém entre uma função de escoramento, pelo procedimento instalativo e ornamental, pelo preenchimento visual.

 

Jornais me abre para a possibilidade da pintura se tornar uma prática em minhas pesquisas artísticas. a ação de transformar algo com um gesto simples e mudar as significâncias, desvelando outros corpos que a matéria possui, é um aspecto importante desta obra.


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Dados técnicos

Jornais, 2017 | Pintura
Cristiano Lenhardt

 

Pau-bonito, 2015 | Instalação
Cristiano Lenhardt

Ações VB
20º Festival
Outras conexões

Acredito que muitos atravessamentos de campos de conhecimentos diversos me influenciaram na feitura destas obras, mas sobretudo, o que mais me estimula é o campo do desconhecido.

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